terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Paredes (desabafo)


Todos nos acreditamos que nossa família é o nosso chão, nosso alicese, nossa estrutura. e as pessoas que convivemos são nossas paredes e Deus nosso teto.

No meu caso as coisas são um pouco diferentes, por muitas coisas que aconteceram na minha vida, coisas que doeram muito e que me ensinaram mais ainda, eu aprendi a ser meu próprio chão, buscar em mim a força de me manter de pé, de continuar andando sem depender de ninguém para estabilizar o meu chão... família para mim nunca foi o padrão normal, na verdade as vezes me pergunto se realmente tive um grupo de pessoas para chamar de família, ou simplesmente foram apenas pessoas que tem o mesmo sobrenome e o mesmo sangue que o meu, nada mais.

Assim, as pessoas da minha "família" nunca foram nem chão e nem paredes para mim, ai vem as pessoas que convivo, amigos, hoje posso dizer que me sindo muito mais um amigo para os outros do que um possuidor de amigos, me sinto cansado de me doar, te me esforçar para manter as paredes firmes, paredes que tento compensar com a falta delas em minha família, me desdobro mais para manter meus amigos próximos, mas não os sinto tão próximos assim.

Um amor, aquele que te faz ter vontade de viver mais um dia, de suspirar apaixonado e contar as horas para poder ver, daqueles que você se derrete com um bom dia por mensagem ou um boa noite ao pé do ouvido. Já nem sinto mais a falta... meu coração está gelado, sem vontade de amar, ele passou tanto tempo aberto para um grande amor que hoje não quer mais.

Me sinto sem paredes, me sinto solto, desprotegido, sinto um frio interno que machuca! as vezes penso que pode ser coisa da minha cabeça, mas com os acontecimentos dos últimos dias tenho cada vez mais acreditado nisso.

Cheguei ao ponto de não conseguir ficar dentro da academia por ter muita gente lá dentro!

Sinto a vontade de não falar com ninguém, de me isolar, para ver até onde posso, e ao mesmo tempo tenho medo...

Choro pensando nisso, tento buscar forças em mim, isso mesmo, em mim, SÓ em mim...

Me sinto sozinho...

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

A felicidade




Muitos momentos da minha vida foram marcados por acontecimentos trágicos, onde o que eu mais queria era simplesmente desaparecer... não ser ninguém, andar a ermo, passar despercebido no meio da multidão, sem falar, sem pensar, sem agir, só andar... em meio a chuva sentir cada gota cair em meu rosto e pensar somente em como a agua é fria e agradavelmente reconfortante, olhar a diante e não enxergar nada... essa zona de solidão era proposital, me fechar dentro de mim mesmo era como eu sabia lidar com tudo isso que me cercava... a dor estava ali, quente e latejante e eu sentia ela com cada fibra do meu corpo.



Deixava viver essa dor por um tempo, depois acordava em um dia como esse decidido que já deu o tempo suficiente, e simplimente colocava a dor e tudo que tinha acontecido dentro de uma gaveta extrategicamente colocada no meu coração para esses momentos... e ia viver de novo.



Nada é mais especial para mim nesses momentos do que as pequenas coisas: um sol lindo no céu, o azul maravilhoso e as nuvens branquinhas, um bom dia dado por alguém que nem conheço, um telefonema de um amigo, uma caneca quente de chocolate numa noite fria, um sorriso de um neném e tantas outras pequenas coisas, que até parecem pequenas mas são tão importantes para mim que conseguem me trazer de volta a alegria.



As vezes buscamos a felicidade em coisas que nos machucam: em um relacionamento repentino, numa saída para uma festa, numa noite de bebedeira, em um orgasmo sem amor, em compras desnecessárias... As vezes culpamos outras pessoas pela nossa falta de felicidade e até mesmo depositamos nossa felicidade em outras pessoas... e ai nos frustramos... nada disso trás a felicidade necessária para viver...



Podem me perguntar então onde está a felicidade, e eu vou responder: se você encontra-la diga que a vejo amanhã de manhã bem cedinho!



Pois todos os dias, são dias de ir em busca da felicidade, ela está ai, em todas as partes, vivemos em um mundo de pólos opostos, luz-escuridão, vida-morte, alegria-tristeza, dor e felicidade. Procure nos cantos mais simples, viva o dia de hoje, viva intensamente cada minuto, cada momento do seu dia, e você vai ver que temos tantas razões para sermos felizes. É fato que sem dor não a felicidade, temos que experimentar o amargo gosto da dor para podermos distinguir o doce sabor da felicidade. então viva! chore, grite, sangre! e busque a felicidade, ela está ai na sua frente! agarre ela cada dia e seja muito feliz!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Na cama


Sabe aquele dia que a tristeza te encontra? Aquele dia em que o sol não vem e tudo é tão cinza? Levantar da cama se torna algo impossível e você simplesmente chora... Chora por sentir-se só, sente falta de alguém, alguém que você sabe que deveria estar ali do seu lado, te abraçando e mandando o frio para longe, sussurrando coisas ao seu ouvido, fazendo aquele momento ser único e especial, tornando seu dia cheio de cores.

E você, na hora, percebe que não conhece essa pessoa, será que ela existe? Claro que existe, seu sonhador e tolo coração responde. Posso senti-la proximo, ele tenta animar-te. Mais onde? você pergunta em meio as lagrimas. Será esse o meu destino? viver sem conhecer o amor! não pode ser assim! como a vida é injusta! tantos são amados e não dão valor a esse amor! tantos amam e não são amados em troca! e vc diz: eu só quero amar e ser amado em troca!
E assim permanece em silêncio... sozinho na cama fria... em um dia cinza... esperando por alguém.